Ministro do STF afirma que Brasil não pode ‘normalizar o absurdo’ das queimadas: “É uma autêntica pandemia de incêndios florestais”
Ministro do STF critica ação humana nas queimadas e exige medidas urgentes para combater incêndios na Amazônia e no Pantanal
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), fez duras críticas à ação humana que tem contribuído para o aumento das queimadas na Amazônia e no Pantanal. Durante uma audiência no STF, Dino chamou as queimadas de uma “autêntica pandemia de incêndios florestais” e afirmou que o Brasil não pode “normalizar o absurdo”.
Dino exigiu a ampliação do efetivo e do número de aeronaves para combater os incêndios nas regiões afetadas, dando um prazo de cinco dias para que as medidas sejam implementadas. Ele ressaltou a gravidade da situação, que não só impacta o meio ambiente, mas também a vida humana e a economia.
Além disso, o ministro destacou a necessidade de um Plano de Ação Emergencial de prevenção e enfrentamento a incêndios florestais para os próximos anos, com prazo de 90 dias para elaboração e apresentação ao relator.
Dino também convocou um mutirão da Polícia Federal, Polícias Civis e da Força Nacional para investigar e combater as causas dos incêndios por ação humana. Ele ressaltou que as queimadas não estariam ocorrendo se não fosse pela irresponsabilidade de algumas pessoas.
Diante da gravidade da situação, o ministro do STF reforçou a importância de os Três Poderes se unirem para enfrentar o problema, assim como fizeram durante a pandemia de Covid-19 e as cheias do Rio Grande do Sul. Dino marcou uma reunião com governadores dos estados afetados para discutir medidas adicionais de combate aos incêndios.
Em meio a uma crise ambiental sem precedentes, as declarações de Flávio Dino ressaltam a urgência de ações concretas para proteger nossas florestas e garantir a sustentabilidade do país. A população brasileira espera que as autoridades ajam com responsabilidade e determinação para combater essa verdadeira calamidade ambiental.