Presidente Lula afirma que “alguém que pratica assédio não vai ficar no governo” após acusação contra ministro dos Direitos Humanos
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se pronunciou nesta sexta-feira (6/9) sobre as acusações de assédio sexual envolvendo o ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida. Em entrevista à Rádio Difusora, em Goiânia (GO), Lula afirmou que “alguém que pratica assédio não vai ficar no governo”. As declarações surgem após a ONG Me Too Brasil denunciar o ministro por assédio, em nota divulgada nesta quinta-feira (5).
Lula informou que convocou uma reunião em Brasília para discutir o caso, envolvendo a Advocacia-Geral da União (AGU), a Controladoria-Geral da União (CGU) e o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski. O presidente ressaltou a importância de permitir o direito à defesa e à presunção de inocência, mas destacou que o governo não tolerará casos de assédio.
O governo pretende acionar a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e a Comissão de Ética da Presidência da República para investigar as acusações. Lula enfatizou a prioridade de seu governo em combater a violência contra as mulheres e defendeu a importância de garantir a participação feminina na política nacional.
Até o momento, não foram apresentadas provas concretas sobre as acusações de assédio contra Silvio Almeida. O ministro negou veementemente as acusações, classificando-as como “mentiras e falsidades”. O Palácio do Planalto afirmou que Almeida foi chamado para prestar esclarecimentos e não fez menção à ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, que também teria sido vítima de assédio.
Diante da gravidade das denúncias, o Ministério das Mulheres destacou que qualquer tipo de violência e assédio contra mulheres é inadmissível. A primeira-dama Rosângela da Silva, conhecida como Janja, demonstrou apoio à ministra Anielle Franco em uma publicação nas redes sociais, ressaltando a importância da solidariedade entre as mulheres.
O caso continua em desenvolvimento, com a expectativa de que as investigações sejam conduzidas de forma rigorosa e imparcial. A postura do governo diante das acusações de assédio reflete a necessidade de garantir a integridade e o respeito às mulheres em todos os âmbitos da sociedade.