Suspeitos da fraude bilionária na Americanas podem assinar acordos de ‘não persecução’ mediante colaboração na investigação
A Polícia Federal nomeou nesta segunda-feira (2) 41 suspeitos de participação na fraude bilionária que levou a Americanas a fazer um dos maiores pedidos de recuperação judicial da história do país, no início do ano passado, de acordo com documentos vistos pela Reuters.
Os suspeitos que concordarem em ajudar na investigação poderão assinar acordos de “não persecução”, segundo os documentos. Para isso, precisam admitir participação no esquema que levou a um rombo de mais de R$ 25 bilhões na contabilidade da companhia.
Os principais implicados incluem o ex-presidente-executivo, Miguel Gutierrez, e a ex-presidente da B2W, unidade de varejo digital da Americanas, Anna Saicali, que já haviam sido citados anteriormente pela polícia.
Os outros citados pela PF são ex-funcionários e executivos de diferentes departamentos da Americanas, como contabilidade, relações com investidores e tecnologia da informação, de acordo com os documentos.
No início de 2023, o presidente da Americanas, Sergio Rial, decidiu deixar o comando da companhia após a descoberta de “inconsistências em lançamentos contábeis” no valor de mais de R$ 20 bilhões.
As ações da Americanas despencaram quase 80% na bolsa de valores no dia seguinte. Segundo Einar Rivero, da TradeMap, essa foi a maior queda diária de uma empresa de capital aberto na bolsa brasileira desde 2008.
Nesta segunda-feira (2), as ações da Americanas (AMER3) operaram entre as maiores altas da bolsa de São Paulo: 20,97%, fechando a R$ 6,98.
A investigação continua em andamento e novas revelações podem surgir nos próximos dias. Fique ligado para mais informações sobre esse escândalo que abalou o mercado financeiro brasileiro.